Páginas

Mostrando postagens com marcador Saúde das crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde das crianças. Mostrar todas as postagens

15 outubro 2016

0

Meu filho não come! 11 dicas para ajudar

chave de uma alimentação saudável é entender que, calorias vazias, são vazias! Não pensa: "pelo menos assim ele come alguma coisa". Porque esse alimento só vai tirar a fome e não vai trazer vitaminas, cálcio, proteína ou qualquer outro componente que sirva para um organismo em formação. Corte definitivamente bolachas, pães brancos, etc. Abasteça-se de frutas bonitas e legumes coloridos e, vamos lá.  
  1. O primeiro passo sempre é a preparação psicológica dos pais. Esteja consciente de que seu filho vai resistir a mudanças que envolvam a troca de doces por brócolis. Isso é natural. Não se sintam culpados pois estão fazendo o bem de seus filhos. Preparem-se para não ceder às chantagens emocionais, birras e choros. Quanto menos você ceder, mais fácil e rápido será. Em geral, dois ou três dias são suficientes para que pare de haver tantas confusões. 
  2. Planeje as refeições: hoje em dia as coisas são muito corridas e ajuda muito planejar uns dois ou três dias na frente. Planeje pelo menos 5 refeições diárias para seus filhos: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. Repare que são muitas refeições, principalmente se seu filho tira sonequinhas. Mas lembre-se que os lanches podem, em geral ser uma frutunha. Até para que não tire o apetite da próxima refeição.
  3. Compre tudo que você precisa. E deixe o serviço adiantado. O que puder já ser lavado, descascado, cortado, etc. Se seus filhos vão tirar um cochilo, já deixe o lachinho pronto para quando acordarem. Afinal, cozinhar com a molecada pedurada em cima da gente cheia de fome, não é fácil, certo? 
  4. Decida a refeição. Crianças não tem maturidade para escolher o que querem comer. além de gerar ansiedade nas crianças porque não sabem decidir, ainda vai causar desgaste pois escolherão algo que, provavelmente não será balanceado e saudável. E, facilite sua vida fazendo uma refeição para todas as crianças. Você pode oferecer opções como mais de um legume na refeição. Assim, se não gosta de beterrava, pode comer cenoura mas, não troque por batata frita, por exemplo. 
  5. Não se preocupe com a quantidade. nutricionistas dizem que crianças não devem ser forçadas a comer mais do que querem. O que deve ser controlado pelos pais é a qualidade. A quantidade é tarefa das crianças. Mas estimule a provar os diferentes alimentos. Você pode dizer: prove, meu amor. Se não gostar, não precisa comer. 
  6. Coloque na mesa. Nada de refeições na frente da televisão onde a criança (e os pais) nem percebem o que estão comendo. É bom que todos sentem. Sim, mamãe nada de ficar correndo entre a mesa e a cozina. Sente-se para conversar com seus filhos. 
  7. Faça o prato de seu filho, conteplanedo todas as suas necessidades nutricionais. Não faça o prato pensando que ele não vai querer comer. Sua atitude deve ser tranquila. 
  8. Deixe que ele coma o quanto quiser. Normalmente nós comemos mais do que precisamos. Crianças, não! Eles sabem o quanto devem comer. 
  9. NÃO CEDA! Se não quiser comer, tudo bem. Fica na mesa até que todos terminem e pode sair. Não perca a calma. Não deixe que repita um determinado item do prato sem terminar os demais. Se não tem fome de comer o que está no prato, não tem fome de mais nada. Não insista para que coma tudo. 
  10. O mais importante: Não dê nada entre as refeições! Se você fizer isso, seu filho (que é muito esperto), deixará de comer as saladinhas para meia depois dizer que está com fome e comer um iogurte. Se está com fome, diga-lhe que pode beber água e aguardar a hora do lanche. 
  11. Confie! Não deixe esse esquema antes de, pelo menos, três dias. Caso desista, vai ser muito mais difícil da próxima vez, pois seu filho saberá que poderá dissuadi-los. 
Por Renata Bermudez Konzen

03 setembro 2015

1

Como cuidar dos dentes do meu bebê?


Os bebês têm necessidade de cuidados bucais especiais que todos os pais devem conhecer.


Os bons cuidados bucais começam cedo na vida. Mesmo antes dos dentes do bebê nascerem, existem alguns fatores que podem afetar sua futura aparência e saúde. Por exemplo, a tetraciclina, um antibiótico comum, pode causar a descoloração ou manchas nos dentes. Por esta razão, não deve ser usada por mães que estão amamentando ou mulheres na segunda metade da gravidez.
Como os dentes do bebê geralmente nascem por volta dos seis meses de idade, não há razão para usar os procedimentos padrão da higiene bucal, ou seja, a escovação e o uso do fio dental. Mas, os bebês têm necessidade de cuidados bucais especiais que todos os pais devem conhecer. Entre esses cuidados estão a prevenção das cáries causadas pelo uso da mamadeira e a certeza de que seu filho está recebendo um
a quantidade adequada de flúor.
O que são as cáries de mamadeira e como evitá-las?


São cáries causadas pela exposição freqüente a líquidos que contém açúcar, como o leite, as fórmulas comerciais preparadas para bebês e os sucos de fruta. Os líquidos que contém açúcar se acumulam ao redor dos dentes por longos períodos de tempo, enquanto seu bebê está dormindo, provocando as cáries, que primeiro se desenvolvem nos dentes anteriores, tanto da arcada inferior quanto da superior. Por esta razão, nunca deixe sua criança adormecer com a mamadeira de leite ou suco na boca. Ao invés disso, na hora de dormir, dê a ele uma mamadeira com água ou uma chupeta que tenha sido recomendada pelo seu dentista. Ao amamentar, não deixe o bebê se alimentar continuamente. E após cada mamada, limpe os dentes e as gengivas do seu bebê com um pano ou uma gaze umedecidos.

O que é o flúor? Como saber se meu bebê está recebendo a quantidade certa de flúor?


O flúor faz bem mesmo antes de os dentes do seu filho começarem a aparecer. Ele fortalece o esmalte dos dentes enquanto estes estão se formando. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantidade de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você recebe em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que é colocada nela, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), fale com seu pediatra ou dentista sobre as gotas de flúor que podem ser administradas ao seu bebê diariamente. Se você usa água engarrafada para beber e para cozinhar, avise seu dentista ou médico. É possível que eles receitem suplementos de flúor para seu bebê.
Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. 

26 junho 2015

0

8 dúvidas sobre a otite no inverno

A dor de ouvido nos meses mais frios do ano é causada por vírus e bactérias e afeta três em cada quatro crianças até os três anos

O que é otite média aguda?
É a versão mais recorrente do problema. Estima-se que três em cada quatro crianças vão sofrer com o problema pelo menos uma vez até os 3 anos. A infecção se localiza na orelha média, que corresponde à região mais interna do ouvido, depois do tímpano. As principais causas são vírus e bactérias que provocam gripes, resfriados, infecções na garganta ou respiratórias – quanto mais episódios dessas doenças, maiores as chances de a criança ser acometida por uma otite. É por isso que ela acontece nos meses mais frios do ano. A exposição à fumaça de cigarro também é um fator de risco.

Em que idade é mais frequente?
A maioria das crianças tem pelo menos um episódio na infância. Estudos apontam que 60% dos casos de resfriado em bebês de 6 a 12 meses podem virar uma otite média. Depois, a taxa cai para 50% e o risco diminui conforme a criança cresce e o sistema imunológico se desenvolve.

É verdade que amamentar o bebê deitado também causa otite? 
Sim. A entrada do leite para o canal que comunica o nariz e a garganta com o ouvido também pode causar a infecção. O ideal é oferecer o seio ou a mamadeira com o bebê em outra posição ou inclinado em 30 ou 45 graus.

Quais são os sintomas? 
Dor, febre, diminuição da audição, dor de cabeça, irritação, perda de apetite e secreção local. Entre os bebês, o sinal mais claro é o choro intenso e ininterrupto, até na hora da amamentação. Já as crianças maiores, além desses sintomas, reclamam da dor e costumam levar as mãos até a orelha em que sentem o desconforto.
Pode haver alguma complicação mais grave? 
Durante a inflamação, às vezes há presença de líquido na orelha média, o que é chamado pelos médicos de efusão. Quando isso acontece, é possível que a audição fique temporariamente comprometida. O incômodo costuma desaparecer junto com a inflamação – não é comum evoluir para uma surdez permanente.

Como é o tratamento?
Tudo vai depender dos sintomas e da idade da criança. Bebês que ainda não completaram 6 meses precisam de antibióticos. Depois dessa fase, no entanto, medicamentos para aliviar a dor e controlar a febre são suficientes. O uso de antibióticos, aliás, não é recomendado a partir dos 2 anos. Estudos mostram que a evolução para a cura é igual com eles ou sem, porque o sistema de defesa já está desenvolvido.

Como prevenir? 
A melhor forma de prevenção é afastar as doenças que podem evoluir para a otite. Vacine seu filho contra o vírus Influenza, da gripe, e o pneumococo – bactéria que causa alguns tipos de meningite, pneumonia, sinusite e, por consequência, inflamação no ouvido. Esses imunizantes são aplicados gratuitamente nos postos de saúde. O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é importante para proteger o bebê dessa e de outras infecções. É recomendável também evitar o contato da criança com pessoas doentes e fumantes.

Como é feito o diagnóstico? 
O pediatra examina a membrana do tímpano utilizando um otoscópio, aquele aparelho que ele coloca no ouvido da criança praticamente toda vez que você leva seu filho ao consultório. Em alguns casos, o otorrinolaringologista pode usar aparelhos mais específicos para avaliar a infecção.

Fontes: Berenice Dias Ramos, presidente do Departamento de Otorrinolaringologia da Sociedade Brasileira de Pediatria; Roberto Tozze, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP; Sady Selaimen da Costa, professor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

18 novembro 2014

0

8 dicas para um Ano Novo seguro com as crianças

Sol forte, barulho dos fogos, praia lotada, beira da piscina e até alimentos errados. Veja os cuidados que você deve ter para aproveitar melhor a virada do ano


O ano novo pode ser uma ótima diversão para as crianças de todas as idades. Mas é preciso tomar alguns cuidados para que a virada do ano seja tão especial quanto você planejou para toda a sua família. E para começar o ano com o pé direito, confira as nossas dicas para dar tudo certo:
- No dia 31, estenda um pouco a soneca das crianças para que elas aguentem ficar acordadas até a meia noite. Não se preocupe: apenas um dia não é suficiente para desregular os horários dos pequenos, e fugir um pouco da rotina comum vai ser bom.
A mesma coisa serve para a ceia de ano novo: atrase o lanche da tarde, e caso a criança fique com fome, ofereça a ela comidas mais leves, como frutas e torradas.
- A partir de 2 anos, a criança entende o que são os fogos. Explique que a família vai estar reunida para ver o céu vai brilhar. Fiquem abraçados na contagem regressiva.
- Não é recomendado ficar com os bebês menores de um ano durante a queima de fogos já que o barulho pode incomodá-los. Uma formar de proteger o ouvido é com o uso dos protetores auriculares.
Cuidado com a alimentação dos bebês: fique de olho caso outras pessoas tentem dar comidas diferentes para os pequenos, principalmente os menores de 1 ano. Alimentos como frutos do mar e carne de porco estão fora de questão, já que o intestino dos bebês ainda não está maduro o suficiente, fazendo com que eles passem mal.
- Sempre ofereça líquidos como água, sucos e água de coco. Na época de muito calor, é comum que as crianças fiquem desidratadas.
- Com as crianças mais velhas, que adoram ver os fogos, nunca deixe que elas fiquem muito próximas ao local de lançamento. As famílias que passam o ano novo na praia, ou em lugares com multidões precisam ficar de olho e nunca tirar as crianças de vista.
Nos hospitais, ocorrências com acidentes na beira de piscina, desidratação e queimaduras de sol são comuns nesta época do ano. Portanto, cuidado redobrado, principalmente se a criança ainda não aprendeu a nadar. E nunca se esqueça de passar protetor solar e reaplicar a cada duas horas.
Fonte: Lucília Faria, pediatra, coordenadora da UTI pediátrica do Hospital Sírio-Libanês (SP)

21 abril 2013

1

Proteja seu filho das doenças típicas do outono com dicas de especialista

Espirros e dores de garganta não são os únicos incômodos. Infecções também perturbam os pequenos


Ainda que aquele friozinho gostoso de outono não tenha chegado para valer, é importante saber que a época marcada pelas baixas temperaturas oferece aos adultos e, principalmente às crianças, uma série de riscos de contrair doenças respiratórias. Além disso, dores de ouvido e inflamações da garganta também aparecem com frequência.
O DaquiDali conversou com Simone Aguiar, pediatra do Hospital Samaritano de São Paulo, para saber, inicialmente, qual a real diferença entre gripe e resfriado. “O resfriado é uma infecção mais simples que a gripe, na maioria das vezes causada pelo rinovírus. Os sintomas são: coriza, voz rouca, febre baixa, dor no corpo, dor de cabeça e diminuição do olfato. A gripe é uma doença mais séria, pode ser grave e levar à pneumonias e, eventualmente, ao óbito. Ela apresenta os mesmos sintomas do resfriado, porém com maior intensidade”.
Se existe um tratamento específico para esses males, a pediatra afirma que não. “Tanto a gripe como o resfriado são doenças causadas por vírus e por isso devem ser cuidadas com sintomáticos, como antitérmicos e analgésicos, assim como uma boa alimentação e hidratação. O processo é autolimitado, dura de três a quatro dias. Após esse período, caso não tenha melhora, a criança deve ser levada ao seu pediatra para uma avaliação quanto à possibilidade de uma infecção secundária, como por exemplo, pneumonia, amigdalite e ou otites”, explica a médica.
Os principais sintomas das doenças mais comuns do outono, segundo a pediatra:
Resfriado: coriza, febre baixa, dor de cabeça e rouquidão;
Gripe: dor de cabeça, calafrio, dor de garganta, febre elevada e sudorese

Outras doenças
Asma: crises de broncoespasmo, caracterizada por tosse, dispnéia, sibilância e dor torácica;
Bronquiolite: complicação nos lactentes pós-resfriado, caracterizada por febre baixa, dispnéia, hipersecreção pulmonar e sibilância, na maioria das vezes causadas pelo vírus sincicial respiratório;
Rinite: coriza, espirros, coceira no nariz e nariz entupido;
Sinusite: dor de cabeça na testa ou entre os olhos.

Tratamentos e prevenções
Uma das melhores formas de prevenção para os males do frio é preferir locais arejados, abrir janelas em ônibus, metrô ou outros pontos de aglomeração e deixar o filtro do ar condicionado sempre limpo. “Nessa época deve-se evitar locais fechados”, diz a doutora Simone. Ela também frisa que ter uma alimentação rica em vitaminas e nutrientes é fundamental para o aumento da imunidade da criança. Por isso, neste período, vale investir em um cardápio com frutas, verduras, cereais, carnes e peixes. 

Ações de higiene também são importantes, portanto, antes de qualquer refeição, ou todas as vezes que precisar, não se esqueça de lavar sempre as mãos. Quando isso não for possível, aplique uma pequena quantidade de álcool gel para eliminar as bactérias, ensina a especialista.
Para uma prevenção ainda mais eficaz contra a gripe, a médica indica a vacina. “É eficaz e deve ser tomada anualmente".  Para outras doenças, a doutora indica o acompanhamento de especialistas. "Asma e da rinite, doenças hereditárias que podem apresentar períodos de agudização (quadro agudo) nessa época, devem ser acompanhada para tratamento de prevenção, com uso de medicações profiláticas, quando indicado”, diz. Aurora Aguiar
fonte:http://daquidali.com.br/conversa-de-mae/   - perkmeup/ Stock Photo




17 abril 2013

0

Novo exame facilita diagnóstico de intolerância à lactose

Teste genético requer uma amostra de saliva ou algumas gotas de sangue


Um novo teste para identificar a intolerância à lactose em bebês e crianças está disponível no Brasil. A partir de uma amostra de saliva ou de sangue, o laboratório examina um gene específico para verificar se o paciente possui intolerância congênita, o quadro mais grave da doença, que impede a criança de ingerir inclusive leite materno. 

Funciona assim: nosso DNA possui um determinado gene que regula a produção de uma enzima chamada lactase. Essa enzima é responsável por quebrar a lactose, açúcar presente em todos os tipos de leite, em duas partes menores, a glicose e a galactose. Essas partes menores podem ser absorvidas pelo organismo da criança. Porém, se houver um problema nesse gene, a enzima não é produzida e o açúcar do leite não é quebrado. Em sua forma original, a lactose não é absorvida pelo corpo humano. Se não for digerida, a lactose acaba sendo é fermentada por bactérias do intestino, levando à diarréia - o sintoma mais característico. 

Como o leite materno é um dos alimentos mais ricos em lactose, a intolerância congênita se manifesta nos primeiros dias de vida do bebê. Por isso o diagnóstico é tão importante, explica Armando Fonseca, pediatra e diretor-médico do laboratório que desenvolveu o teste genético no Brasil. Se confirmado o problema, o pediatra provavelmente receitará aos pais uma fórmula sem lactose, que dará à criança os nutrientes e a energia necessária para que ela sobreviva sem o leite da mãe. O resultado do teste genético sai em aproximadamente uma semana. 

Há outro tipo de intolerância à lactose, a chamada deficiência primária, mas essa só costuma se manifestar após a infância. Isso porque, assim como todos os mamíferos, nós não fomos “programados” para tomar leite a vida inteira. Há um segundo gene em nosso DNA que regula a produção de lactase ao longo da vida. O “normal” é que, com o tempo, nosso corpo produza menos enzima e tenha mais dificuldade para digerir o leite. Alguns organismos não manifestam essa dificuldade, mas boa parte de nós precisaabandonar o hábito de tomar leite. Esse segundo tipo de intolerância também pode ser identificado pelo teste genético. 

O teste genético para intolerância congênita custa R$ 488. Há outros dois examescomuns para identificá-la: a prova de absorção e o hidrogênio exalado. O primeiro custa cerca de R$ 255 e o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose durante duas horas. O laboratório coleta cerca de quatro amostras de sangue nesse intervalo de tempo para medir o nível de glicose (se ele não aumenta, é porque a lactose não está sendo digerida). No teste de hidrogênio exalado, o paciente também ingere uma solução de lactose e o ar expirado é medido em intervalos regulares. Como as bactérias que fermentam a lactose liberam hidrogênio, níveis elevados desse gás indicam intolerância. 

INTOLERÂNCIA X ALERGIA 

Não confunda intolerância à lactose com alergia ao leite, porque são dois problemas diferentes! A alergia é uma resposta imunológica do organismo à proteína do leite, que pode ser de vaca, de cabra, de búfala. O organismo entende essa proteína como um agente estranho que precisa ser combatido e desencadeia reações alérgicas como diarreia, urticária, asma e até febre. A intolerância está relacionada à falta de lactase e à incapacidade do organismo de digerir o açúcar do leite. Mas ambos precisam ser diagnosticados e tratados adequadamente, com o acompanhamento de um médico. 

fonte:revista crescer
Marcela Bourroul - foto/ crédito: Shutterstock

26 julho 2011

0

Como identificar a “dor de crescimento”

Não sobrecarregar seu filho com muitos exercícios físicos pode ser a saída para evitar a dor noturna que aparece sem motivo


Além do xixi na cama e da vontade de tomar mamadeira, há outro motivo que pode fazer o seu filho acordar durante a noite: a chamada “dor de crescimento”. Sem explicações aparentes, a dor aparece e pode levar alguns pais ao desespero, levando o filho ao pronto-socorro, ou à descrença, achando que é invenção da criança.


Contrariando a crença popular, o ortopedista Nei Botter Montenegro, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, explica que a “dor de crescimento” não ocorre exatamente pelo crescimento ósseo de crianças e adolescentes. “Na infância, a grande maioria das queixas de dores noturnas normalmente surgem por causa do cansaço da musculatura, que ainda não conseguiu se recuperar das atividades feitas durante o dia”, explica.

De acordo com o especialista, este tipo de problema pode se iniciar aos três anos de idade e durar até os oito anos, fase em que a criança ainda não possui total consciência corporal. Por esta razão, os pais devem estar atentos: “Se a dor costuma ser em lugares diferentes e a criança continua realizando suas atividades diárias normalmente, sem sentir nenhum incômodo, então esta dor noturna corresponde à chamada ‘dor de crescimento’”.

A frequência com que a dor atrapalha o sono de seu filho também deve ser considerada, principalmente se ocorrer somente em um ponto específico da coxa ou do joelho, por exemplo, o que representa o perigo de existir um problema mais sério na região. Segundo Botter, a “dor de crecimento” não costuma ser contínua e surge durante a madrugada porque é quando a pressão arterial, a frequência cardíaca e a oxigenação dos tecidos diminuem, ocasionando dor onde houver um processo inflamatório ou um músculo cansado. “No dia seguinte, tudo volta ao normal”, revela.

Porém, quando a criança chega à adolescência e vivencia o estirão do crescimento, o motivo da dor se modifica. “Nesta fase, pode haver um puxar excessivo da musculatura nas pontas dos ossos que estão crescendo e surgir uma repercussão dolorosa, em que realmente podemos dar o nome de dor da área do crescimento”, explica Botter.
Segundo ele, esta inflamação é chamada de osteocondrite, e é preciso procurar um especialista para diagnosticar e reorientar as atividades físicas, com diminuição de esforço físico e realização do alongamento da musculatura.

Atividades físicas em excesso


Na infância, a dor muscular, caracterizada como “dor de crescimento”, surge, segundo Botter, do excesso de brincadeiras e de esportes, mas de acordo com o ortopedista pediátrico José Antônio Pinto, do Hospital Leforte, do Grupo Saúde Bandeirantes, em São Paulo, além da menor reserva de energia muscular para atividades físicas, a falta de alongamento muscular adequado também pode ocasionar a “dor de crescimento”.

A Academia Americana de Esportes indica que, para que um esportista não sobrecarregue seu corpo, é indicado realizar somente um esporte três vezes por semana, o que também deve ser considerado pelas crianças e adolescentes: “Essa é uma causa frequente de dor, por isso é preciso captar o quanto a criança está se esforçando nos esportes”, diz Botter.

Embora não seja possível fazer com que uma criança pare de pular e correr por aí, o ortopedista indica que, na infância, os pais devem ter alguns limites para as atividades que os filhos realizam. “Antes de matriculá-los no balé, no tênis e na natação, os pais precisam ter em mente que isso pode sobrecarregá-la, então é melhor fazer uma atividade de cada vez”, explica. Além disso, o alongamento se torna frequentemente necessário antes da prática de atividades físicas e, de acordo com Pinto, a maior ingestão de carboidratos e açúcares diminui as chances das dores aparecerem – ou voltarem a aparecer.

Como tratar?

De acordo com Pinto, a “dor de crescimento” muitas vezes podem apavorar os pais por ser confundida com outros problemas de saúde, como anemia, deficiências vitamínicas, diabetes ou até doenças sanguíneas, mas estes problemas só poderão ser diagnosticados por um médico e, quando existentes, as dores costumam aparecer com mais frequência. “Uma avaliação cautelosa se torna necessária se isso ocorrer, mas descartados estes problemas, os pais devem orientar as crianças do que deve ser feito antes da prática de esportes”, diz o especialista.
Por outro lado, na hora do surgimento da dor noturna, o especialista indica que, uma vez que o problema é diagnosticado, os pais podem realizar massagens e utilizar compressas quentes no local. Dependendo do caso e se a criança já estiver acostumada ao medicamento, um analgésico também pode ser dado, mas somente com orientação médica.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo











18 junho 2011

0

Teste do Pezinho tem data especial

É só um furinho, mas pode mudar a vida do seu filho. E os especialistas garantem que nem dói tanto quanto você pensa.

 Sabe aquela picadinha no pé do seu filho assim que ele nasce? É o teste do pezinho. E para enfatizar a importância do exame o governo federal instituiu dia 6 de junho como o Dia Nacional do Teste do Pezinho.

O exame detecta uma série de doenças que podem afetar o seu desenvolvimento. “Ao diagnosticá-las precocemente, como a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, responsáveis por deficiências mentais e problemas de desenvolvimento, é possível começar o tratamento adequado nas primeiras semanas de vida do bebê e evitar conseqüências graves no futuro”, diz Ehrenfried Othmar Wittig, neurologista, fisiatra e conselheiro consultivo da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal.

O Teste do Pezinho é obrigatório, gratuito e um direito da criança estabelecido por lei desde 1992. Em 2001, foi criado pelo Ministério da Saúde o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), que engloba desde o diagnóstico precoce até o acompanhamento e o tratamento de quatro doenças congênitas causadoras de deficiências: fenilcetonúria, hemoglobinopatias, hipotireoidismo congênito e fibrose cística. Porém, em alguns estados, a pesquisa para fibrose cística ainda não é realizada.

Especialistas e representantes do Ministério da Saúde vão se reunir hoje em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos para avaliar o atual programa e propor a inclusão de novas doenças, como a hiperplasia adrenal congênita, que causa a diminuição da produção de um hormônio essencial à vida, o cortisol, naturalmente produzido pelas glândulas adrenais.

Como é feito
Para o teste, é coletada uma amostra de sangue do calcanhar do bebê, daí o nome popular para essa triagem neonatal, e colocada num papel tipo mata-borrão para então ser encaminhado ao laboratório. Esse procedimento deve ser feito entre o 3º e 7º dia de vida do bebê. “Os bebês prematuros, porém, devem voltar ao hospital após 30 dias para uma nova etapa de exames”, diz Renato Kfouri, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

O resultado pode demorar até 30 dias, e é fundamental que os pais se informem no hospital como devem fazer para obter o resultado. Caso haja alguma alteração, será solicitada uma nova coleta de sangue. “O que pode acontecer, por exemplo, é o primeiro teste indicar um resultado falso positivo e, no segundo, dar tudo normal”, diz Renato.

Para os pais que quiserem, há ainda um exame mais completo, chamado de ampliado, em que podem ser detectadas outras doenças. Esse procedimento é pago e o valor varia conforme o local em que é realizado.




10 abril 2011

0

DRGE - Doença do Refluxo Gastroesofágico - Por Lêda Maria Rezende de Almeida - Médica pediatra

Implicações e Riscos nas crianças
É muito comum escutar das mães ou cuidadores do bebê as observações e dúvidas sobre a regurgitação: como saber delimitar o fisiológico (normal) do patológico (doença)?


Que é esse ato de regurgitar, ou - como dizem alguns - as "golfadas"?
A regurgitação ou o Refluxo Gastroesofágico, por definição, consiste no refluxo involuntário do conteúdo alimentar presente no estômago para o esôfago, podendo ou não chegar até a boca, normalmente com pH ácido. É um processo passivo, sem esforço, ao contrário do vômito que é um complexo reflexo.
Pode ocorrer nem sempre imediatamente após o ato alimentar ou o mamar, tem aspecto, em geral, de pequenos grumos acompanhados de uma parte líquida e com odor ácido.
O volume pode ser pequeno ou em maior quantidade, sugerindo que tudo que foi ingerido foi devolvido em sua totalidade causando, de acordo com o volume, uma grande apreensão aos pais.
Apresenta-se de forma muito freqüente em bebês, porque a válvula que regula o fechamento, impedindo o retorno dos alimentos do estômago para o esôfago, ainda está imatura.
É considerado normal, ou seja, fisiológico, quando não interfere no ganho de peso e crescimento do bebê e não vem associado a choro de dor, prévio ou durante a regurgitação.
Quando compromete a saúde física e, em conseqüência, o desenvolvimento normal da criança ou do bebê, passa ser uma patologia e chama-se Doença do Refluxo Gastroesofágico - DRGE.

Os bebês portadores da DRGE choram com mais facilidade, não ganham peso na proporção projetada na sua curva de crescimento, estão sempre mais irritados, podendo interferir também no sono, despertando mais vezes que o habitual. Apresentam vários episódios de regurgitação durante o dia e, em geral, choram imediatamente antes ou após a regurgitação.

DRGE em crianças maiores
É fundamental, porém, lembrar que não só os bebês podem ter a DRGE. Crianças maiores podem passar pelo mesmo processo, embora na maioria das vezes, já com manifestações atípicas, dificultando um diagnóstico mais preciso para o estabelecimento precoce de uma conduta adequada.
Dentre estas manifestações atípicas vale destacar a dor epigástrica, a dor torácica, tosse persistente quando não associada a outro sintoma, asma brônquica, pneumonias de repetição, apnéia do sono, otite média, sinusite crônica, gotejamento nasal posterior, laringoespasmo - com tosse rouca, faringite, aftas, erosões dentárias, halitose e alterações gengivais.

Sintomas

É importante estar atento às formas de apresentação destes sintomas quanto à freqüência e horários em que parecem piorar ou ceder, para poder informar com mais exatidão ao Pediatra que o acompanha. Atualmente há todo um arsenal medicamentoso disponível pelo mercado farmacêutico para o tratamento da DRGE, sendo os mais utilizados universalmente os inibidores de bomba protônica (omeprazol, lansoprazol, rabeprazol e esomeprazol). O tratamento deve ter duração mínima de 6 a 12 semanas, durante a qual a dose poderá ser reduzida gradualmente conduzindo a um resultado clínico geralmente satisfatório. Sempre a critério médico: lembrando que cada caso é um caso e só o médico pode avaliar as mudanças na conduta terapêutica.

Medidas Posturais

Ao lado das medidas medicamentosas há as medidas posturais - também de enorme importância no auxilio terapêutico - que podem contribuir de fato para minimizar o quadro clínico e evitar as complicações já citadas acima:
1. Sempre que o bebê mamar não o deite logo após o "arrotinho", deixe-o em posição vertical em seu ombro por mais ou menos vinte minutos. Não o deite, em seguida, de barriguinha para baixo, sempre de barriguinha para cima ou em decúbito lateral esquerdo.

2. Nas crianças maiores não é indicado ir para a cama dormir logo após o jantar. Ofereça comidas mais facilmente digeríveis à noite e dê um intervalo maior entre a alimentação e o momento de ir deitar - não deitar antes de 1 hora e meia posterior às refeições.

3. É recomendável dormir com a cabeça mais elevada - elevação da cabeceira da cama ou do berço em 15-20 cm - isso ajuda a ação da gravidade dificultando o retorno do alimento à boca pelo caminho inverso do estômago-esôfago.

Quais alimentos devem ser evitados?

Há determinados alimentos que podem causar uma maior incidência de Refluxo e/ou facilitar a persistência do quadro em quem já é portador, dentre eles destaco alguns como: frituras, gorduras, tomates, molhos de tomate, alho, cebola, doce e chocolate mentolado e refrigerante.
Engrossar a papinha não é uma solução.
Alimentos mais pesados em sua consistência não são garantia de evitar a regurgitação. Na sua maioria evitam que venham até a boca, mas não impedem que fique como "placa" na mucosa do esôfago por um tempo maior, causando mais lesões do que se tivesse atingido a boca. Além de disfarçar o sintoma atrasando uma terapêutica eficaz. Engrossar a papinha não é uma solução.
Nunca deixe de consultar seu Pediatra em caso de persistência da regurgitação. Se seu filho apresentar episódios repetidos dos sintomas atípicos, se notar choro intenso ou queixa de dor em região abdominal após a ingestão de alimentos ou do mamar informe ao seu Pediatra.
De acordo com a intensidade ou gravidade dos sintomas ele poderá optar por exames específicos tais como endoscopia digestiva, pHmetria ou avaliar a possibilidade de outras patologias como a Alergia a Proteína do Leite de Vaca - com quadro clínico em parte semelhante ao Refluxo, porém com conduta terapêutica diversa.

Limite tênue entre normalidade e patologia

São realmente delicados os limites entre o cheirinho-de-regurgitação, aquele "perfume" que tanto impregna um período da vida das mães, mas que em nada prejudica o bebê, e o bebê que tem sua curva de desenvolvimento desacelerada por uma DRGE. As crianças maiores que tantas e tantas vezes ficam doentes, impedidas de brincar ou participar das atividades escolares por complicações secundárias da DRGE ainda não diagnosticada, acabam tendo, além do seu desenvolvimento físico comprometido, também um reflexo negativo em seu desempenho escolar.

Diagnóstico correto, tranqüilidade para os pais

Quando um diagnóstico e uma terapêutica correspondente são bem estabelecidos, o lidar com os limites passa a ser feito com mais tranqüilidade e segurança. Vomitar ou regurgitar são atos que assustam quem os assiste, em especial os pais e, mais em especial ainda, os pais do primeiro filho.
A ansiedade dos pais pode "colaborar" com o sintoma orgânico da criança ou do bebê, no sentido de se sobrepor como mais um "sintoma" - o sintoma emocional - que tão comumente vemos acontecer na clinica pediátrica. A busca pela orientação médica correta evitará ou diminuirá a freqüência destas situações limites de tensão e angústia por parte do "doentinho" e de seus familiares, encurtando o tempo de doença e facilitando a qualidade da solução.
As golfadas ocorrem sempre depois da amamentação. Leia como amamentar de maneira adequada.




Design: Coisas simples me encantam | Tecnologia do Blogger | Todos os direitos reservados ©2012