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24 abril 2012

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Autismo: um filho, um sonho, uma luta

Silvia, mãe de um menino de sete anos, conta as venturas e desventuras de criar uma criança linda, porém um pouco diferente.
O início e a descoberta


Em 2003 realizei o sonho de grande parte das mulheres, tive um filho. Otávio nasceu em outubro, eu com 26 anos e cheia de expectativas para com minha nova rotina. Imaginava dias vagarosos, tomando chimarrão com minha mãe, passeando no sol com meu filhote, curtindo esta fase anunciada como mágica... Mas Otávio era inquieto. Nasceu lindo, logo ficou bem gordinho e sem nenhuma constatação de doença. Queria sempre ser balançado, fosse no colo ou no carrinho. Era impossível sentar no sofá em casa ou em um banco na praça, pois ele chorava, queria movimento.

O tempo foi passando e notamos que ele não fazia algumas coisas comuns às crianças de sua idade: não se interessava por outras crianças, não brincava com carrinhos e bola, era muito agitado, não atendia quando chamado pelo seu nome e apresentava atraso de linguagem, assim como não apontava para o que queria.

Assim, quando Otávio tinha dois anos e meio, meu marido, que é médico, constatou o diagnóstico: autismo. Naquele dia choramos muito e vi meu sonho ruir. Meu lindo menino, tão perfeito fisicamente, estaria fadado a isolar-se em seu mundinho, sem compartilhar as alegrias e tristezas que a vida nos oferece. Passado o tormento da noite, fui à manhã seguinte procurar uma escola infantil, para que ele pudesse conviver com outras crianças de sua idade, auxiliando-o na busca de novas aquisições sociais e cognitivas.

Os progressos e dificuldades

Hoje Otávio tem sete anos. É alegre, carinhoso e companheiro, adora passear, tem paladar exigente, adora comida árabe, assiste à televisão ao meu lado e possui uma agenda cheia. Frequenta uma escola regular e pratica ginástica olímpica e natação. Qual a diferença dele para as demais crianças?

Otávio ainda não fala frases compreensíveis, emite muitos sons, sílabas e dissílabos, às vezes algumas palavras. Acena afirmativamente ou negativamente em algumas ocasiões, quando questionado se quer ou não algo. Precisa de auxílio para as atividades diárias como escovar os dentes, escolher a roupa, se vestir, tomar banho, ir ao banheiro e se alimentar. Já está acompanhando os trabalhos em sala de aula, permanecendo sentado em grupo por bons períodos. Adora a escola, as professoras e seus colegas, expressando o que sente à sua maneira. É extremamente afetivo e seduz a todos com seu jeitinho único. Conquista as pessoas quase sempre de imediato, com seu rosto lindo, sorriso inocente e o afeto que transborda em suas atitudes.

Otávio reconhece a diferença entre ele e as demais crianças, o que às vezes o deixa nervoso, exibindo estereotipias motoras e recusando-se a cumprir as atividades propostas. Somente há pouco tempo executa tarefas gráficas, mas com auxílio e em ambientes estruturados. Não aceita fazer o tema em casa e não gosta que apresentem seus trabalhos para mim e meu marido, muito menos que discutam sua história na sua presença: evoluções e limitações.

Especial, eu?

Meu filho é uma caixinha de surpresas, que desperta sentimentos ambíguos em mim: frustração e admiração. Ser mãe de uma criança especial me faz ouvir algumas vezes as seguintes frases: "Você é especial" ou "Somente pessoas especiais recebem esta missão". Sei que as intenções são carinhosas, mas essas palavras de "estímulo" sempre me causam desconforto, pois eu bem sei que nunca me preparei para esta tarefa, e ainda hoje não me sinto preparada.

Me pego muitas vezes impaciente e irritada com o trabalho que um filho com necessidades especiais requer. Os dias são agitados e a atenção é constante. Mesmo em locais fechados há as escadas rolantes, as portas de elevadores, tudo que a maioria das mães vê como ameaça por apenas uns dois anos. Para mim esta cautela já dura sete anos e não há prazo para acabar.

As noites insones são corriqueiras e quando há a felicidade de um sono ininterrupto de oito horas, durmo em estado de vigília, como se a qualquer momento o sonho vá acabar. Que ser especial sou eu? Sou somente uma mãe tentando fazer o meu melhor, proporcionando as vivências necessárias ao desenvolvimento de meu menino, e retribuindo o amor que ele se esforça tanto para expressar.

Desejos e a alegria da realidade

Às vezes sonho que ele não tem autismo. O mesmo garoto lindo, carismático e exigente, porém pedindo presentes, avisando sobre festinhas de colegas, convidando amigos para brincar, contando histórias de seu dia e outras imaginadas, perguntando sobre o mundo que o cerca. No entanto, me alegro quando vejo as pequenas descobertas e aquisições do meu garotinho, a execução de uma solicitação como alcançar os tênis, fechá-los, acender uma luz, abrir uma porta, tirar a roupa, dar um beijo. Coisas tão simples, mas que para uma mãe e um pai de uma criança autista são presentes que despertam a esperança de um futuro promissor.

Estímulo sempre!

Até onde ele vai chegar não sabemos, mas escolhemos a forma mais saudável, a da inclusão social, que requer enfrentamento diário de obstáculos, o convívio com crianças normais em uma escola regular, a descoberta de aptidões através do exercício físico e o estímulo cognitivo e emocional através de pessoas qualificadas e apaixonadas pela educação da criança especial.

Não existe uma fórmula de sucesso para o prognóstico favorável de crianças com autismo, mas acredito que existe um caminho de esperança: o da dedicação e do amor, ingredientes indispensáveis para o desenvolvimento pleno de qualquer indivíduo.


Silvia Sperling, mãe de Otávio, autista. Casada com Ubirajara. Nutricionista, colaboradora de publicações que tratam do tema Autismo e autora do blog "Autismo, uma vida em poucas palavras", onde compartilha suas experiências: http://www.autismo-umavidaempoucaspalavras.blogspot.com/
fonte:Silvia Sperling, http://estilo.br.msn.com/tempodemulher

15 fevereiro 2012

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Entenda a linha pedagógica da escola do seu filho

Conheça os diferentes métodos das escolas do país e saiba o que pode ser oferecido ao ensino das crianças.


Levar o filho para o primeiro dia de aula não costuma ser uma tarefa fácil, mas ainda mais difícil é escolher a escola adequada. Com diferentes métodos de ensino, muitos pais ficam confusos na hora de decidir qual é a linha pedagógica mais indicada para a educação da criança.
Os especialistas em educação afirmam que uma criança saudável e sem grandes problemas emocionais se dará bem em qualquer escola, independente do método adotado, mas a linha pedagógica deve ser escolhida de acordo com a personalidade de cada criança - aquela em que ela tem mais chances de se adaptar e levar uma vida equilibrada.
É preciso ter em mente que muitas instituições de ensino estão misturando os vários métodos pedagógicos, o que para a pedagoga e psicopedagoga Mara Gitti Assis, da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (EDAC), de São Paulo, não é algo correto. No entanto, ela acredita que o verdadeiro educador busca o que é mais adequado para cada aluno. “Você pode ter uma escola construtivista, mas o aluno pode necessitar de algo mais tradicional, por exemplo. O educador deve saber a necessidade da criança”, alega Mara.

Saiba o que oferece e como funciona o método das diferentes linhas pedagógicas que são adotadas pelas instituições do país.

Escola Tradicional


Nesta linha pedagógica, a mais utilizada no Brasil, o professor é o dono do saber e o aluno caminha na medida em que ele vai adquirindo o conteúdo. A criança, nesta escola, deverá absorver todo o conhecimento que o professor transmite, sem questionamentos. O professor ensina a matéria de forma sistematizada e não precisa levar em conta as particularidades de cada aluno. Este é um método utilizado também nas Universidades do Brasil. É uma linha interessante para crianças que não possuem grandes dificuldades de aprendizado, já que o conteúdo pode ser decorado.

Método de avaliação: A linha tradicional mede o conhecimento memorizado do aluno, que é transmitido pelo professor, por meio de uma prova. Quem não atinge a pontuação mínima, é reprovado e deve cursar o ano novamente.

Escola Comportamental

É uma linha muito semelhante à Tradicional, colocada em prática pelo psicólogo norte-americano Abraham H. Maslow, mas, nesta prática, o ensino é conduzido através de estímulos, com uma troca constante entre professores e alunos. Desta maneira, o educador questiona e, conforme a resposta do aluno, ele vai moldando o conteúdo e conduzindo as crianças à realidade.

Método de avaliação: É idêntica à tradicional, com a possibilidade do aluno ser reprovado se não atingir a pontuação mínima.

Escola Construtivista

Nesta pedagogia, criada por Jean Piaget, o aluno deve adquirir autonomia e formar o seu aprendizado por meio da construção de hipóteses e resolução de problemas. Diferente da Escola Tradicional, o professor não detém totalmente o saber, ele é um orientador dos interesses das crianças. É o oposto da linha tradicional.

Método de avaliação: Na maioria das escolas que segue esta filosofia, a avaliação é contínua, ou seja, o aluno é avaliado durante todo o ano escolar. No entanto, há escolas que aplicam a avaliação comum da escola tradicional.
Escola Montessoriana

Este método pedagógico, criada por Maria Montessori, parte do princípio de que a criança precisa ter uma experiência concreta para chegar à abstração, pois somente assim ela assimilará o conhecimento. As salas de aula das escolas que seguem a linha montessoriana costumam ter, em média, 20 alunos, e diferentes materiais para realização das aulas. Ali, os alunos podem escolher as atividades do dia, mas é preciso que ele cumpra o programa obrigatório para poder avançar. Com isso, o professor conduz o processo escolar.

Método de avaliação: Depende muito da escola. Pode haver uma prova agendada anteriormente ou apenas a avaliação do empenho e interesse do aluno.
Escola Waldorf

Neste método de ensino, a criança possui o mesmo professor e turma durante todo o ensino fundamental e aprende de acordo com o ritmo do seu desenvolvimento físico, intelectual e espiritual. Na pedagogia criada pelo austríaco Rudolf Steiner, o interesse e os questionamentos do aluno são muito respeitados. Além das matérias tradicionais, há aulas de jardinagem, música, marcenaria e teatro no currículo escolar.

Método de avaliação: O aluno tem o seu conhecimento e suas aptidões medidas em sua atuação ao longo do ano, por meio de relatórios descritivos. Se tiver muitas dificuldades de adaptação, pode ser aconselhado a mudar de classe ou escola.

Escola Freiriana

Baseada nos ideais de Paulo Freire para a alfabetização, os aspectos culturais, sociais e humanos são muito considerados nesta linha pedagógica, portanto, a criança que vive no campo, por exemplo, será educada de forma distinta da criança que vive na cidade. Além disso, neste caso, o conhecimento só fará sentido quando o aluno se tornar capaz de transformar seu mundo externo e interno. Na linha Freiriana, a ética, a humildade, o respeito e a solidariedade, entre outros aspectos, são bastante defendidos e a educação está mais ligada à felicidade pessoal.

Método de avaliação: Também ocorre continuamente, a criança é avaliada ao longo do processo educacional.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo





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Saiba como deve ser a mochila do seu filho

Eles não estão muito preocupados, mas o uso indevido e o peso exagerado da mochila podem acarretar sérios problemas.


Na rotina do seu filho, seja ele ainda pequeno ou já adolescente, a mochila é um dos itens mais presentes e, portanto, exige atenção. Sempre carregada de material escolar, ela deve seguir normas de tamanho, peso e modo de uso para não oferecer nenhum risco à saúde da criança, que podem variar desde dores nas costas até danos vitalícios, como a lordose.

Entrevistamos o médico ortopedista Fabio Ravaglia, presidente do Instituto Ortopedia & Saúde e Diretor-Presidente da Arthros Clínia Ortopédica, e o ortopedista do Hospital do Coração, Sérgio Xavier, e reunimos as observações dos especialsitas

A mochila ideal

- É importante que ela não possua muitos compartimentos. Esta característica faz com que a criança leve objetos desnecessários para a escola, como brinquedos.

- Prefira os modelos que possuem duas alças e ambas devem ser sempre utilizadas pela criança.

- As alças devem ser acolchoadas, de preferência com enchimentos de silicone, e ajustadas de maneira que a mochila não fique abaixo da cintura da criança ou adolescente.

- Se a opção for a mochila com rodinhas, veja se o ambiente da escola é de fácil acesso e se as rodinhas não irão se tornar uma dificuldade para seu filho. As rodas mais largas também facilitam a locomoção: vão bem em diferentes terrenos e são mais fáceis para serem puxadas nas escadas.

- No caso de mochilas com rodinhas, fique atento à altura da alça. Ela não deve obrigar o seu filho a se abaixar enquanto puxa a mochila.

- As bolsas de uso lateral não são recomendadas pois não distribuírem o peso dos objetos pelos músculos e abdômen da criança.

Tamanho e Peso

- O tamanho da mochila deve ser adequado à altura da criança, portanto os pais devem testá-la com a criança antes de comprá-la. Ela não deve ser maior que as costas.

- O peso da mochila vazia não deve ultrapassar um quilo.

- Embora a OMS (Organização Mundial da Saúde) indique que o peso da mochila não deve ultrapassar os 7% do peso da criança, os especialistas indicam que o percentual máximo, que não oferece nenhum risco de lesão, é de 10%. Mais do que isso pode sobrecarregar a criança.

- Indique ao seu filho que distribua o peso de maneira equilibrada entre os compartimentos da mochila, para não haver focos de peso.

- Sempre lembrar o seu filho de levar apenas o material necessário para o dia na escola. Como no modelo tradicional de escola do país não há armários para os estudantes, é muito importante verificar a arrumação da mochila diariamente.

Modo de Usar

- Não usar a mochila apenas com uma das alças no ombro. Desta maneira, um dos lados do corpo será sobrecarregado.

- Ajeitar o material da mochila de maneira que os objetos mais pesados fiquem ao fundo e rentes ao corpo da criança.

- Não deixar as alças mais compridas, de modo que a mochila fique abaixo da cintura. Ela deve estar posicionada a oito centímetros acima da cintura, de preferência.

- Para colocar e tirar a mochila é importante a criança colocar uma alça, apoiar a mochila no quadril, e depois colocar a outra alça. Além disso, se a mochila estiver no chão, a criança deve agachar e levantá-la com as duas mãos.

Riscos à saúde

- O uso incorreto e o peso em excesso podem acarretar efeitos colaterais como dores nas costas, provenientes de músculos, nervos, ossos ou articulações, postura incorreta e desvios na coluna vertebral.

- A dor cervical, na nuca ou no pescoço, e a dor lombar baixa, próxima à cintura, também podem aparecer.

- é possível a criança apresentar dor de cabeça, dores nos ombros ou dores nos braços.

- Com o decorrer dos anos, a criança que não utiliza a mochila de maneira correta pode desenvolver a cifose - que gera o aumento da “corcunda” – e a lordose.
por:Renata Losso, especial para o iG São Paulo
Foto: Getty Images








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9 dicas para economizar nas compras de volta às aulas

Todo mundo sabe que pesquisar é essencial, mas compras em conjunto e negociação com os filhos também diminuem a conta do material

Volta às aulas é sempre a mesma coisa: a escola manda uma lista e, ainda que a compra seja anual, na virada do semestre muitas vezes é preciso repor canetas, lápis, borrachas e outros materiais. Se tais compras são inevitáveis, o que os pais podem fazer é prestar atenção para economizar na hora de adquirir os produtos.


O terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, autor de “Terapia Financeira” (Editora Gente), afirma que o principal a se fazer nesse momento de volta às aulas é um inventário de materiais escolares. “Os pais precisam levantar dentro de casa os materiais que ficam esquecidos, e analisar se eles podem ser reutilizados”. Outro ponto, ele ressalta, é a importância do relacionamento dos pais com outros familiares e até vizinhos. “Às vezes vizinhos e parentes podem ter materiais que podem emprestar ou trocar”.
O professor e educador financeiro Mauro Calil explica que os pais devem focar na pesquisa de preços, bem como nas compras em conjunto. “Os descontos vão de 30 a 90% quando as compras são feitas em conjunto”, calcula. Tanto Calil quanto Domingos batem na tecla da educação financeira e defendem que as crianças devem saber tanto dos preços que os pais pagam em seus materiais escolares, como dos descontos obtidos.

Confira 9 dicas dos educadores financeiros para a economia na compra dos materiais escolares.


1. Pesquise
“Se pudesse dar uma dica, esta seria: pesquisar, pesquisar, pesquisar”, aconselha Mauro Calil. Reinaldo Domingos lembra que, com a internet, a pesquisa se tornou mais refinada. “Dá para conhecer lojas que nem se imagina que existem, e elas podem ter preços bem mais em conta”, completa.

2. Compre no atacado
Lojas que vendem a atacado costumam ter preços menores que as do varejo, por isso, os especialistas indicam que os pais se juntem para comprar certos itens em um grupo grande. Calil explica que os produtos básicos, como lápis e canetas – que crianças de quase todas as idades escolares precisam – podem ser comprados nesses lugares com quase 90% de desconto. “Um apontador, que custa 1 real, em compras maiores passa a custar 10 centavos”, diz.

3. Reutilize
No quesito uniformes, Domingos afirma que é possível fazer uma simples reforma nas camisetas e calças, que os torna possíveis de serem usados por mais um semestre. Calil sugere que as crianças customizem as capas de seus cadernos. “É uma ideia bastante popular entre os adolescentes”.

4. Não ligue para personagens
Seu filho quer a mochila, a lancheira, o caderno e o estojo do Ben 10 ou de outro astro animado da TV? É possível fazer uma negociação: compre um item do personagem favorito do seu filho, mas não a linha completa. Calil é imperativo ao dizer que as marcas devem ser ignoradas. “Muitas vezes, a imagem da capa do caderno encarece três vezes o produto”, alerta.

5. Negocie condições
Pechinchar ainda funciona, e muito bem, segundo Reinaldo Domingos. Ele afirma que os pais devem procurar o benefício por trás das formas de pagamento. “Se for parcelar, que seja sem juros; se for à vista, tente um preço melhor”, aconselha.

6. Compre um mês antes
No período de volta às aulas os preços dos materiais escolares aumentam. Os pais podem driblar este aumento simplesmente se programando para comprar os materiais um pouco antes. “Todo ano tem volta às aulas. Por que, então, não comprar um mês antes?”, questiona Calil.

7. Envolva as crianças nas escolhas
A compra de materiais se torna complicada a partir do momento que as crianças mostram querer um produto – normalmente os mais caros – e os pais, outros. Reinaldo sugere sair deste impasse conversando com as crianças. “É importante que os pais mostrem para os filhos que estão economizando, e que eles serão beneficiados com isso a longo prazo”, afirma.

8. Avalie a lista
“Algumas coisas podem ser substituídas”, diz Domingos. Calil explica que os pais devem se reunir para, assim, colocar as questões sobre a lista em voz alta nas reuniões escolares. Se existem exigências desnecessárias, elas não voltarão no ano que vem.

9. Participe das reuniões escolares
Mais importante que a economia na compra dos materiais é a participação dos pais nas atividades relacionadas à escola dos filhos. Mauro Calil explica que as reuniões são imprescindíveis para discutir questões importantes – e que acabam pesando no bolso, como os uniformes. “Uma prática comum das escolas é homologar apenas um fornecedor de uniformes e isso encarece muito o seu preço. Quando os pais participam de reuniões e fazem pressão para que se tenha mais de um fabricante, o preço pode cair bastante”, exemplifica o professor.
por:Camila de Lira, iG São Paulo






03 dezembro 2011

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O lanche escolar ideal para seu filho

Nutricionistas explicam o que não pode faltar na lancheira da criança – e quais são os produtos pouco indicados nas prateleiras
Lanche Indicado



Lanche não Indicado


Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma dieta saudável passa por cinco pontos: amamentar o bebê durante os seis primeiros meses de vida, comer alimentos variados, ingerir muitos vegetais e frutas, moderar na quantidade de gorduras e óleos e evitar sal e açúcar. Parece fácil, mas estes hábitos devem ser desenvolvidos desde a infância – de preferência, começando pelo que seu filho leva na lancheira.

O lanche escolar é uma refeição intermediária, que serve para dar energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha uma porção de carboidratos, para fornecer energia; uma porção de lácteos, que tem proteínas; uma porção de frutas ou legumes, responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida, para hidratação.Do outro lado, pães brancos, refrigerantes, salgadinhos – especialmente os fritos – e confeitos desequilibram a balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm pouco além das chamadas “calorias vazias”. “Nutricionalmente, eles são só sal e gordura”, alerta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, em São Paulo.

É claro que a maioria das crianças prefere abrir a lancheira e encontrar batatinhas fritas, chocolate e refrigerante. Já os pais gostariam que elas comessem um bolo integral, uma fruta e um suco. Para equilibrar essa equação, a nutricionista e consultora Cynthia Striebel, que há 14 anos desenvolve um projeto de educação alimentar escolar em Porto Alegre, sugere a negociação. “Seu filho quer levar algo não muito nutritivo? Eventualmente, isso não é um problema. Negocie com ele um dia da semana para este lanche e, nos outros dias, as frutas, cereais e o leite”, exemplifica.

Rosana Perim concorda. “Não precisa proibir o chocolate. Basta saber equilibrar”, diz ela. Outra dica é incluir as crianças no processo de comprar e preparar o lanche. Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar porque você escolhe aqueles alimentos e como aquilo vai fazer bem a elas.

Opções industrializadas

Nem todas as mães têm o tempo necessário para assar um bolinho integral ou preparar um suco natural para o lanche do filho antes de sair de casa pela manhã. Por isso, não se desespere se tiver de recorrer aos industrializados. Hoje, os supermercados oferecem opções razoavelmente saudáveis, basta saber escolhê-las.
No caso dos biscoitos, procure aqueles com as menores quantidades de gordura e de açúcar possíveis. Bolinhos com recheio e cobertura devem ser evitados, pois geralmente contêm gordura trans – vale observar também na tabela nutricional do alimento o índice de gordura vegetal hidrogenada; quanto mais elevado, pior.
 Escolha os sucos de caixinha sem adição de açúcar e lembre-se que achocolatados não são leite, são uma composição feita com soro de leite: prefira aqueles com menos sódio e menos açúcar e garanta que a criança beba leite de verdade em algum outro momento do dia.

Conservação

Não adianta ficar atenta para um cardápio equilibrado se ele não estiver bem conservado na hora do sinal. Lancheiras térmicas garantem conservação por duas a quatro horas, segundo fabricantes. Mesmo assim, é melhor evitar patês e embutidos que necessitem de refrigeração maior.

Cynthia dá uma dica final: colocar a caixinha de suco ou a garrafinha de água congelada na lancheira é uma opção para garantir um resfriamento extra. E não se esqueça de fiscalizar os cuidados do seu filho com o lanche. Se o que ele não consome pela manhã vira petisco para depois da aula de inglês, no fim da tarde, não há lancheira que aguente.
Clarissa Passos, iG São Paulo

 

 
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12 alimentos essenciais para seu filho

As nutricionistas Fernanda e Patrícia Faria, da Duo Nutri, elaboraram uma lista de alimentos e seus respectivos benefícios às crianças


Alface: A lactucina está no talo da planta e tem propriedade calmante e folato. A falta dele pode levar a depressão, confusão mental e cansaço.

Aveia: Tem altos níveis de triptofano, auxiliar do bom humor, e doses de selênio e vitamina B6, aliados no combate à ansiedade e depressão.

Arroz: Aumenta a síntese da serotonina, por ser fonte de carboidratos, e minimiza sintomas da depressão e da ansiedade. O arroz integral é melhor, por conter mais fibras e vitaminas.

Banana: Diminui a ansiedade e ajuda a garantir um sono tranquilo, por ser fonte de carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também possui vitamina B6, fundamental para o funcionamento do sistema nervoso central.

Carne vermelha: Boa fonte de niacina e de ferro. A falta da niacina pode causar sintomas de depressão. A do ferro deixa a criança apática, fraca e com dificuldade de concentração.

Castanha: Rica em triptofano e magnésio. Juntas, as substâncias auxiliam a produção de serotonina, neurotransmissor ligado ao bom humor.
Ovo: A gema é rica em colina, nutriente importante para a produção de acetilcolina, neurotransmissor atuante na formação e manutenção da memória. Além disso, proporciona sensação de bem-estar.

Espinafre: Contém ácido fólico, magnésio e vitaminas do complexo B capazes de ajudar a prevenir a depressão.

Grão de bico: Contém grande quantidade do aminoácido triptofano, que ajuda na produção de serotonina.

Laranja: Rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B, a laranja ajuda o sistema nervoso a funcionar adequadamente e previne o cansaço e o desânimo.
Leite e derivados: Contém vitaminas do complexo B, capazes de prevenir quadros de depressão.

Peixes: Fontes de ômega 3, vitamina B6, selênio e magnésio, importantes para prevenir ansiedade e depressão em crianças.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo



 

06 novembro 2011

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Meu filho bateu no amiguinho. E agora?

Especialistas ensinam como conduzir a situação e avaliar quando o comportamento agressivo está passando dos limites
O amiguinho foi tirar o brinquedo do Otávio, que como resposta, deu um tapa no colega de classe. A babá negou a chupeta à Mariana, que se vingou com uma mordida. Histórias como estas afligem cuidadores e rendem alguma choradeira entre os pequenos, mas são comuns no universo das crianças de um a dois anos. Ainda assim, poucos pais sabem conduzir a situação.

A pedagoga Marilene de Macedo Monteiro, diretora do Jardim Escola Esquilinho, na Vila Madalena, recebe crianças de um a cinco anos e conta que as respostas físicas são frequentes no início da primeira infância. “Sempre tem ao menos um em cada turminha que morde os demais”, conta. Marilene enxerga o ato como uma manifestação dos desejos ou da frustração, usado quando a criança ainda não domina o vocabulário e, logo, não conhece uma maneira melhor de se expressar.
Às vezes, a educadora observa uma brincadeira por trás da ação. “Em alguns casos de crianças que mordem, os pais ou outras pessoas da família brincam de dar mordidas de carinho, nos pezinhos, por exemplo, e a criança repete o comportamento com os colegas sem medir a força, mas sem intenção de machucar”.
Do lado dos pais, principalmente para aqueles de primeira viagem, sobram dúvidas ao ver ou ficar sabendo que o filho está batendo ou mordendo outras pessoas. A primeira preocupação é de a criança ser agressiva ou do ato ser um indício de que ela pode se tornar um adulto violento. Mas a psicóloga e psicoterapeuta antroposófica Adriana Venuto tranquiliza os mais preocupados.
Segundo ela, nessa faixa de idade não é possível rotular a criança de agressiva. “A criança de um a dois anos não domina a linguagem verbal e, nessa fase, muitas vezes já está em um contexto de vida que exige muita socialização”, diz. “Então as mordidas e tapas acabam acontecendo mesmo”.
Revidar, nunca


Mesmo sendo um comportamento típico da idade, não se pode ignorar o ato. Na escola, Marilene orienta as professoras a agirem antes sempre que possível, impedindo que a agressão aconteça. Para os pais consternados com a atitude dos filhos, costuma aconselhar a repreensão sem muito estardalhaço. “Sugiro que os pais falem firmemente que aquilo não pode, ou impeçam fisicamente que o tapa seja dado, mas de maneira breve”, recomenda.

“Se todo mundo da casa para o que está fazendo para prestar atenção na criança quando ela bate, aquilo vira uma forma muito eficiente de chamar a atenção”, alerta ela, completando que o recurso é muito usado por crianças cujos pais trabalham fora o dia todo. “Muitas mães que trabalham fora relatam esse comportamento dos filhos na presença delas, apesar de não agredirem ninguém na escola. É uma nítida maneira de chamar a atenção da mãe”, relata.Conduzir a situação de maneira eficaz pode parecer um desafio, mas, como quase tudo nesta fase, depende mais da persistência. Alguns pais preferem dar um tapinha de volta, para a criança perceber o quanto aquilo é desagradável. Outros ainda preferem ignorar. Para Marilene, ambas as respostas são um erro.

“Quando o pai ou a mãe bate de volta está reforçando a agressão como linguagem. E ignorar quer dizer que aquilo é aceito”, analisa ela. Para a terapeuta Adriana, além de reagir somente de forma verbal, os pais devem conter a intensidade da bronca. “Cabe aos pais transmitir que aquele comportamento é inaceitável, mas a intervenção deve ser amorosa. Dessa forma a criança percebe os limites, mas também o interesse por ela”, diz.
A hora de se preocupar


Segundo as especialistas, casos pontuais de tapinhas e mordidas, quando bem conduzidos, não persistem por muito tempo, nem devem ser motivo de grandes preocupações. Mas a manifestação de um comportamento agressivo prolongado, especialmente próximo à faixa entre dois e três anos, merece maior atenção.

“Nessa fase a criança já sabe falar e se expressar de outras formas, além de ter mais noção do outro. Se seguir agredindo na escola ou em casa, os pais devem observar melhor”, sugere Adriana. Para a terapeuta, agressões repetidas nesta fase também podem representar algum pedido de ajuda da criança.

É importante saber contextualizar o comportamento. Mudança de escola, perda de algum ente querido e a chegada de um irmão podem ocasionar esse tipo de ação.

No entanto, se não há uma razão circunstancial, é hora dos pais fazerem uma análise da vida em família. “Eles devem se perguntar se têm sido muito permissivos ou muito rígidos, se são indiferentes e se a criança tem espaço na casa para se sentir acolhida”, explica Adriana. “Uma criança nessa faixa precisa de um ninho sustentável que possa acolhê-la e ensinar limites. Filhos que podem se desenvolver contando com isso dificilmente vão apresentar um comportamento agressivo fora do normal”, conclui.
fonte:Marina Fuentes, especial para o iG São Paulo







11 abril 2011

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Primeiro dia na escola

A data pode ser sinônimo de muita ansiedade, tanto para as crianças quanto para os pais. Saiba como viver esse momento sem estresse
"Parecia que o Gabriel estava indo para o Exército. Eu me debulhei em lágrimas", conta a professora de inglês paulista Ariana Verdi, 42 anos, mãe do garoto de 2. A reação de Ariana é compreensível. Afinal, o primeiríssimo dia de aula de uma criança marca o início de sua independência, algo encarado com um misto de ansiedade e culpa por muitos pais. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada em Curitiba, no Paraná.



O trabalho revelou que 22% das mulheres de nível socieconômico privilegiado se sentem culpadas por deixar seus pequenos na escola. Entre as de baixa renda, esse índice é de apenas 3%. "No primeiro caso as mães procuram realização pessoal", explica a psicóloga Lidia Weber, autora do trabalho. "Elas acham que dão mais importância à carreira em detrimento dos filhos", completa a professora da Universidade Federal do Paraná. "Já as do segundo grupo trabalham por necessidade. Se pudessem parar, ficariam em casa."

Os especialistas garantem: é normal os pais vivenciarem esse tipo de sentimento. "Eles apenas devem se controlar para não contaminar o filho. A criança é como uma esponja: absorve tudo", diz a psicóloga. Esse cuidado é importante, porque ir à escola desde muito cedo só faz bem, atestam diversos estudos. "Essa é a fase da vida de maior desenvolvimento cognitivo e emocional", diz Fernanda Nedopetalski, coordenadora pedagógica da Escola de Educação Infantil Quintal, em São Paulo. "No colégio as crianças têm estímulos o tempo todo."
É claro que os pequenos também podem estranhar a nova realidade, o que não deixa de revelar certas carências. Por exemplo: o moleque que faz escândalo durante a despedida no portão da escola é classificado pelos psicólogos como ansioso e precisa reafirmar o companheirismo dos pais. Segundo padrões internacionais, 19% dos meninos e das meninas se encaixariam nessa definição. Por outro lado, 21% da garotada seria do tipo apático, ou seja, não demonstra interesse pela aula nem mostra felicidade no horário de saída, quando pode ir para casa. Aí a solução é dar mais e mais carinho.

Aliás, a escola é de grande valia nas duas situações. "O importante é ir aos poucos no processo de adaptação. Um dos pais deve permanecer na escola até a criança ficar à vontade", opina Silvana Leporace, que trabalha com orientação educacional no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Em geral, porém, cerca de 60% da criançada é considerada segura. Logo, logo entra direto na sala de aula, mal se despedindo dos pais — que, cá entre nós, na hora agá até sofrem um pouco com o desdém. Mas ele é um ótimo sinal. "Essa criança tem certeza de que eles a amam e vão buscá-la ao final do dia", diz Lidia. Aí, quem precisa se acalmar é o pai ou a mãe.

O modo como seu filho reage...
...na escola revela alguns traços de sua personalidade

Seguro

É aquele que faz pouca ou nenhuma manha ao ser deixado no colégio. Depois da aula recebe os pais com entusiasmo. Representa cerca de 60% da molecada.

Ansioso

Sabe aquela criança que chora muito e protesta só de avistar o portão da escola? É esse o tipo. Passa boa parte da aula vigilante para ver se os pais já vieram buscá-la. Entre os pequenos, 19% se enquadram nessa categoria.

Apático

Ele se mostra desinteressado. Depois das aulas evita os pais no reencontro, como se estivesse se vingando por ter sido deixado na escola. São assim cerca de 21% dos meninos e das meninas.

Sem traumas
Algumas dicas para um início de vida escolar tranqüilo

• Visite a escola antes do começo das aulas. Assim você se sente seguro quanto às instalações e seu filho logo se ambienta.

• Nada de chororô. Em vez disso, diga frases como: "Agora você vai fazer um monte de coisas legais, depois a gente vem buscá-lo".

• Fique atento nos sinais. Se a criança sempre alega dores bem na hora de ir à escola, se chora ou demonstra ansiedade antes de toda aula, investigue os motivos em parceria com o colégio.

10 abril 2011

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O teste do pezinho - Por Geraldo Medeiros - Médico

O Essencial para o futuro do bebê.
Todos nós sabemos a ansiedade que cerca o nascimento do primeiro filho. No caso de ser o primeiro neto, a expectativa é multiplicada por quatro, sem contar os futuros tios e tias, amigos e conhecidos. A futura mamãe faz o pré-natal adequadamente, segue todas as recomendações do obstetra, controla o seu peso, "vê" o bebê na ultra-sonografia, a qual é mostrada aos amigos com orgulho, e muitas vezes já sabe se é menino ou menina, embora alguns casais deixem esta surpresa para o dia do nascimento.

Nascido o robusto neonato muitas famílias coletam o sangue do cordão, pois nunca se sabe o que o futuro nos aguarda. O pediatra examina a criança, tudo parece estar perfeito, dentro do esperado, a mãe já leva a criança ao peito e uma nova vida se inicia com o debate de como irá se chamar o herdeiro (a). Já no terceiro dia de vida o pediatra ou a enfermagem menciona que será necessário realizar o "Teste do Pezinho". A mãe se sobressalta e pergunta "mas ele(a) tem algum defeito no pé?". Nada disso. O Teste do Pezinho é o nome popular pelo qual umas gotículas de sangue são coletadas do calcanhar do recém-nascido, colocadas e absorvidas em um papel "grosso" especial para análise de hormônios, substâncias químicas, hemoglobina, no sentido de se verificar se o recém-nascido é portador de alguma doença de cunho genético, isto é, hereditário.

A ideia de fazer o Teste do Pezinho.
Os pediatras conheciam o fato de que uma criança entre cada 3000 nascidas vivas poderia ter doença genética afetando a tireoide (HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO) ou o metabolismo de um aminoácido, a fenilalanina, causando a Fenilcetonúria. As consequências da falta de diagnóstico de ambas enfermidades metabólicas têm um desfecho trágico: a criança não consegue maturar o seu sistema nervoso central e pode ficar com rebaixamento mental irreversível, isto é, com nível de inteligência muito baixo, dificuldade de falar, às vezes com problemas de surdez e crescimento somático retardado (não cresce, fica "baixinha" para a idade). Nada disso acontece quando o diagnóstico é realizado logo nas primeiras semanas de vida e a criança toma o remédio (um comprimido) que lhe permite desenvolver-se normalmente e atingir maturidade normal do sistema nervoso central.
A dificuldade está em fazer o diagnóstico no recém nascido, logo nas 4 primeiras semanas de vida. São poucos os sinais e sintomas que caracterizam a falta de tireoide no neonato. Criança muito quieta, que quase não chora, apresenta perigo de "ficar amarelinha" (icterícia), hérnia do umbigo, não consegue sugar o leite materno, etc. Embora o conjunto dos sintomas permita o diagnóstico, os médicos pediatras, retrospectivamente, notavam que só após o 3° ao 6° mês de vida é que se descobria que a criança estava com "falta de tireóide". Muito tarde, e já algumas anormalidades cerebrais seguramente já estariam presentes sob forma irreversível.
Em 1974 um médico canadense, Dr. Jean Dussault, introduziu a possibilidade de dosar hormônios da tireoide em uma gota de sangue absorvida em papel. Esta metodologia permite que a gota de sangue absorvida no papel permaneça estável, não se degradando, e torna possível enviar ao laboratório milhares destas amostras, pelo correio, sem necessidade de resfriamento.

O teste do pezinho torna-se uma realidade

O Dr. Dussault testou 250 mil crianças nascidas no Canadá e detectou cerca de 600 casos de crianças com defeito na tireoide as quais foram prontamente tratados e são totalmente normais com o comprimido diário de L-Tiroxina. No Brasil o Dr. Benjamin Schmidt, na APAE - São Paulo, começou o teste do pezinho com o papel de filtro em 1974 e hoje a APAE é um dos Centros mais eficientes e de maior experiência na detecção de doenças neonatais.
O Programa Nacional de Triagem Neo-Natal (PNTN)
Foi durante a gestão de José Serra no comando do Ministério da Saúde que se criou, organizou e deu a "maior força" para que as 3,5 milhões de crianças nascidas vivas no Brasil tivessem acesso ao "Teste do Pezinho". Em cada Estado formaram-se núcleos de atendimento ao recém-nascido com laboratório, equipe médica, assistente social, todas estas pessoas chefiadas por uma coordenadoria treinada e eficiente.
O objetivo maior seria de fazer o teste do pezinho acessível aos neonatos brasileiros. Somente para fins de comparação no ano de 2000 menos de 50% de nossas crianças faziam este teste. Em 2006 atingimos 81,6% das crianças, o que já é um grande feito. No entanto é preciso melhorar as nossas estatísticas. Somente metade das coletas do teste do pezinho se efetua até o 7° dia de vida (o que é recomendado).
Mais de 50% das crianças são submetidas ao teste na 2ª até a 4ª semana pós- parto, o que é muito tardio. Além disso, o início de tratamento, em média, está longe do ideal, pois se efetua ao redor de 43 dias (quando o ideal seria menos de 30 dias). Alguns estados são campeões na organização e na eficiência do Teste do Pezinho como Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. O mais importante, contudo, é que, periodicamente, os responsáveis pelo Teste do Pezinho se reúnam para debater os seus problemas regionais e dificuldades para localizar a criança que necessita tratamento. É fácil de prever que na imensidão da Amazônia, sem muitos meios de comunicação, a assistente social irá ter dificuldade em localizar uma criança, com mau funcionamento na tireoide e que precisa ser tratada.
O mesmo ocorre em Estados do Nordeste. Mas com o apoio da população, com o conhecimento cada vez maior da importância do Teste do Pezinho teremos, em breve, a quase totalidade de nossas crianças testadas, e, se for o caso, tratadas com êxito, evitando-se sequelas irreversíveis.

22 fevereiro 2011

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Mochila: pode carregar tudo?

Peso em excesso pode causar dores nas costas ou má postura. Veja como minimizar o problema


Os modelos mudam, as opções se multiplicam nas lojas, mas o peso e o tipo da mochila são muito importantes. A maioria das queixas de dor nas costas de crianças em idade escolar tem uma grande vilã: a mochila. Ou melhor, o que vai dentro dela. Além do desconforto e das dores imediatas, carregar peso em excesso traz riscos mais sérios, como má postura e problemas de coluna no futuro

Por isso, confira o que o seu filho está levando na mochila. O total do peso da mochila não pode ultrapassar de 15% a 20% do peso da criança. E os adereços que seu filho também contam nesse cálculo, já que aumentam o peso inicial da mochila.

Outro problema frequente são os ombros arranhados com vermelhões e até mesmo alergias. A solução para isso é escolher um modelo com alças acolchoadas e tecido confortável. As alças, aliás, são duas para serem usadas uma em cada ombro e dividir o peso na coluna. Explique ao seu filho que carregar tudo de um lado só poderá deixá-lo com dor nas costas.

Para escolher a melhor opção, observe na hora da compra como a mochila fica quando ele a coloca nas costas. Se ficar muito abaixo da região dos quadris ou se seu filho precisa levar muitas coisas, os modelos com rodinhas são melhores. Já o cabo da mala com rodas precisa ficar na altura correta para que a criança não precise nem se esticar, nem agachar para puxar a mochila.

Para minimizar o problema:

1) Peso além da conta pode, sim, causar dores nas costas das crianças e distúrbios na coluna, como escoliose e lordose. Algumas escolas disponibilizam armários.

2) O melhor modelo é a mochila de alças largas, pois a carga fica dividida.

3) Não deixe seu filho usar mochilas que já ficaram “frouxas” pelo uso. O impacto é maior nestes casos. Também evite aquelas com uma única alça.

4) Mochilas com divisórias são melhores por que permitem organizar e distribuir os materiais. Livros e cadernos devem ser colocados na parte de trás, rente às costas. Se possível, evite ter um caderno para cada matéria, ou organize o material de acordo com as aulas. Outro alerta: lugar de lancheira é fora da mochila. O ideal é que o peso que a criança carregue fique equilibrado entre o que ela leva nas costas e nas mãos.

5) Se for comprar as com rodinhas, fique atento à altura da alça que a criança vai puxar, para que ela não ande curvada.

Fonte: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo; Sérgio Xavier, ortopedista do Hospital do Coração (SP) e especialista em coluna; Maria Cândida de Miranda, chefe de Terapia Ocupacional do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas (SP) e
Redação Crescer
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