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22 abril 2011

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10 motivos para amamentar seu bebê

Mas por que amamentar seu bebê? As vantagens vão da saúde de mãe e de filho ao vínculo afetivo criado pelo ato – tudo isso comprovado por pesquisas. Descubra abaixo 10 – entre muitas – razões para o aleitamento materno.

1. Ajuda na recuperação pós-parto do corpo da mãe

Durante o parto, o corpo da mulher passa por alguns traumas: o útero sangra um pouco, os níveis de hormônio ficam desregulados e algumas mães reclamam de contrações depois do nascimento dos filhos. A fonoaudióloga Fabiola Costa, membro do GTIAM - Grupo Técnico de Incentivo ao Aleitamento Materno da Universidade Federal Fluminense e autora do blog Mama Mia, sobre amamentação, explica que, ao amamentar, os hormônios do corpo feminino voltam a se equilibrar.

Fabíola aponta para outro benefício: a amamentação logo após o parto. “A sucção do peito faz com que o útero expulse a placenta mais rápido, e ainda ajuda na imunidade para o neném”, diz. Pesquisas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, mostram que o aleitamento previne outros tipos de doença, como o enfarto e a diabetes tipo 2.

2. A mãe perde peso – e o bebê ganha


“A mãe que amamenta tem um gasto energético maior ao amamentar. Isso ajuda a perder o peso que ganhou na gestação”, diz Luciano Borges Santiago, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo pesquisas, o gasto calórico vai de 200 a 500 kcal por dia. Já, para o bebê, o leite materno significa o ganho certo de peso “Com outro tipo leite corre-se o risco da criança engordar muito ou engordar pouco.A criança que mama no peito não fica desnutrida nem obesa”, afirma.

3. Economia de dinheiro e recursos naturais


Pesquisas da Associação Americana de Pediatria mostram que mães que amamentam exclusivamente – ou seja, alimentam o bebê apenas com o leite materno – durante os seis primeiros meses poupam cerca de mil dólares. Nessa equação entraram apenas as quantidades de fórmulas artificiais e mamadeiras que as mães teriam que comprar. A economia seria muito maior se fosse levado em conta que crianças alimentadas com leite materno tendem a ter menos doenças – e, portanto, gastam menos com remédios e pediatra. Há ainda a questão da sustentabilidade: “o leite materno não usa latas nem mamadeiras”, completa Fabíola.

4. Acalma a mãe


Dois hormônios agem durante o aleitamento: a prolactina, que induz o corpo a produzir leite, e a oxitocina, que ejeta o líquido da mama. Combinados, estes hormônios agem no organismo da mãe. Fabíola – que amamentou sua primeira filha até os dois anos e ainda amamenta o seu segundo filho, de 7 meses – diz que a oxitocina, quando liberada, dá a sensação de prazer.

5. Dá sensação de saciedade para o bebê


De acordo com Luciano Santiago, a quantidade de gordura presente no leite varia durante a amamentação. “Logo perto do final da mamada, o nível de gordura do leite fica no máximo, o bebê se sente saciado e para naturalmente”, simplifica o pediatra. As mamadeiras não têm o mesmo efeito, já que seu conteúdo tem sempre a mesma quantidade de gordura. “Com a mamadeira, existe o risco do bebê não querer parar de mamar, porque não tem a sensação de saciedade”, diz ele.


6. Pode servir como método contraceptivo para a mãe


Durante seis meses, se a mãe amamentar exclusivamente o bebê, é possível que ela se valha da amenorréia lactacional, um método contraceptivo natural. A sucção recorrente do bebê na mama faz com que o hipotálamo da mãe não produza o ciclo necessário à ovulação. Mas atenção: Fabíola avisa que esse método só acontece durante os seis primeiros meses, e em mulheres que estejam amamentando em livre demanda.

7. Protege o bebê de alergias posteriores e infecções


Um estudo conjunto das Universidades de Harvard e Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que o leite materno contém imuglobinas que protegem o intestino dos bebês de possíveis alergias alimentares. Luciano Santiago ressalta que os tipos de imuglobinas presentes no leite materno também ajudam a potencializar o efeito das vacinas nos bebês. Ele fala que, para a proteção contra infecções, é recomendável que se amamente (não exclusivamente) até depois de dois anos. “Até dois anos, o corpo da criança ainda não se defende sozinho das infecções”, explica.

8. Cria um laço entre mãe e bebê


“A distância entre o olho da mãe e o seio é exatamente a distância que o neném enxerga. Não é a toa que o neném reconhece a mãe”, conta Fabíola. Além do olhar, o contato entre a pele da mãe e a do filho cria um tipo de laço entre os dois. Um vínculo que, segundo o pediatra Luciano Santiago, “é diferente de tudo que se possa explicar”.

9. Ajuda na formação da mandíbula e da língua do bebê


Fabíola Costa diz que a amamentação é primordial para o desenvolvimento oral do bebê. “A musculatura da boca é exercitada quando ele suga o seio da mãe”, diz a fonoaudióloga. Este tipo de exercício é muito importante, no futuro, para o desenvolvimento da fala da criança. Luciano completa com outras áreas do rosto do bebê que são exercitadas com o aleitamento, como os dentes, os músculos da face, a mandíbula e o maxilar.

10. A longo prazo, as crianças tendem a ficar mais inteligentes


O cérebro humano não nasce completamente formado. É durante os três primeiros anos quee a quantidade de neurônios e sinapses (conexões entre neurônios) aumenta. “O leite materno tem substâncias que favorecem esse desenvolvimento”, diz Luciano Santiago.
Segundo o pediatra, 90% das sinapses cerebrais de uma pessoa são criadas durante seus três primeiros anos de vida. “Quanto mais ligações tiver no cérebro, maior a habilidade da pessoa”, completa o pediatra. Pesquisas da Nova Zelândia e Irlanda mostram que crianças que foram amamentadas exclusivamente durante os primeiros seis meses têm maiores notas na escola e habilidades cognitivas mais refinadas.

http://delas.ig.com.br/filhos/10+motivos+para+amamentar+seu+bebe/n1237738151752.html




























20 abril 2011

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Feliz Páscoa

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Patinhas para decorar a casa

Que tal promover uma caça ao ovo no domingo de Páscoa? Aqui, nós damos o molde. As crianças vão adorar!
Seu filho deve estar ansioso esperando pela visita do coelho da Páscoa no próximo domingo, não é mesmo? Para aproveitar essa curiosidade, a CRESCER preparou moldes de patinhas para você espalhar pela casa. Se quiser começar a brincadeira antes, você pode colocar uma parte delas hoje em alguns cômodos e ir aumentando as pistas a cada dia.
Imprima o arquivo aqui e cole em uma cartolina ou EVA. Você também pode usar as patinhas como modelo e criar patinhas com talco ou farinha. O importante é aproveitar enquanto seu filho acredita no coelho da Páscoa e curtir esse clima o máximo possível.
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/

14 abril 2011

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A importância da Leitura

As crianças devem sempre ter a possibilidade de contactar com os livros, pois através deles consegue-se grande evolução no desenvolvimento infantil



Todos nós decerto nos lembramos de como gostávamos de ouvir histórias contadas pelos nossos pais ou pelos nossos avós quando éramos pequenos. Quantas vezes a hora de ir para a cama era acompanhada de um bom livro, cuja história se ouvia com tanto prazer que rapidamente se adormecia, sonhando e imaginando que a mesma fazia parte da nossa vida e que todos aqueles personagens de contos de fadas pertenciam à nossa família ou círculo de amigos.

No entanto, hoje em dia, muitas vezes devido à falta de tempo, as crianças são muitas vezes privadas desta tão prazenteira actividade que, apesar de em contexto escolar ser muitas vezes utilizada, em casa não é tão comum quanto seria desejável. Cada vez ouve-se mais pais a comentar entre si que os filhos adormecem diariamente a ver televisão.

Não sou contra a que as crianças passem algumas horas em frente ao pequeno ecrã, mas nós, pais e educadores, devemos ter muito cuidado com o que elas vêem, pois adormecer na presença de certos desenhos animados é meio caminho andado para noites com pesadelos, medos, receios e muitas outras coisas de que infelizmente e cada vez mais as nossas crianças padecem.

A palavra é um instrumento mágico, pois através dela podemos incutir nas crianças bem-estar, prazer, satisfação e até conhecimento. Através da leitura podemos levar a criança não só a ter contacto com os livros, com a palavra e com as letras, mas principalmente conduzi-la a um mundo imaginário, onde ela possa encontrar personagens e situações diferentes daquelas que vive habitualmente.

É na infância que as crianças têm a melhor oportunidade para ter acesso a leituras sem sensacionalismo, como as que nós adultos encontramos nas bancas de jornais e revistas. É nesta fase que elas melhor a absorvem, tirando partido do seu grande conteúdo imaginativo que as ajuda não só na interiorização das palavras e das letras mas também no seu processo de crescimento interior, respeitando as diferenças e as vivências de cada um, muitas vezes relatadas nos livros.

A leitura tem ainda grande influência na forma de encarar a vida, pois com ela a criança exercita a realidade através da fantasia, contos, fábulas, poesias, cantigas e poemas.

Quando as crianças são muito pequenas, o nosso papel é fundamental para que elas ganhem o gosto pelos livros e pela leitura, mas nunca devemos deixar de acompanhá-las, mesmo quando são mais crescidas, para que sintam sempre da nossa parte grande envolvimento nas suas descobertas, aprendizagens e capacidade de imaginação.

Sempre que possível, devemos cultivar na criança não só o prazer de ouvir histórias, mas também de as escolher, tendo elas a iniciativa e a responsabilidade pelas suas escolhas.

Cecília Meireles, poetisa, professora e jornalista brasileira, disse um dia: “ Ah! Tu, livro despretensioso, que na sombra de uma prateleira uma criança livremente descobriu e pelo qual se encantou, mesmo sem figuras nem extravagâncias, tendo por isso esquecido as horas, os companheiros, a merenda… tu, sim, és um livro infantil, e o teu prestígio será na verdade, imortal!”.

Na realidade, quando a criança escolhe um livro por iniciativa própria, recorrendo apenas à capa e à imagem quando é mais pequena e posteriormente ao título, é sinal de que este livro tem com certeza dentro de si muita magia, magia essa que leva a criança ao tal mundo mágico onde ela se imagina e se revive e principalmente se sente feliz.

Em contexto escolar os livros fazem parte do dia-a-dia. Crianças e adultos partilham os seus livros, as suas histórias e tudo o que os rodeia. É fantástico ter o privilégio de ver crianças com dois anos de idade a contarem histórias umas às outras, tendo o livro na mão e a sua imaginação ao rubro, olhando apenas para as figuras e criando a sua própria história muitas vezes completamente diferente do que na realidade está escrito.

Verdade seja dita que, muitas vezes, nós educadores também somos “apanhados” pelas crianças nos nossos momentos de imaginação e divagação, pois quando contamos a mesma história mais do que uma vez corremos logo o risco de elas nos chamarem a atenção para o facto de termos mudado este ou aquele parágrafo, esta ou aquela frase ou ainda termos saltado uma página que, sabe-se lá por que motivo, ficou perfeitamente retida na sua memória.

É bem verdade que a leitura está sempre presente na nossa vida e é através dela que temos contacto com muitas realidades, boas ou más, que muitas vezes nos passam despercebidas. As crianças devem ter a possibilidade de contactar com os livros, com a leitura e com todo o seu potencial, pois através dela consegue-se grande evolução e progresso no desenvolvimento infantil.

Aos pais e educadores

Não se esqueçam de que a Leitura constitui um dos bens mais preciosos da educação. Apesar de hoje em dia termos ao nosso alcance muitas ferramentas de trabalho novas, não há nada mais valioso do que a capacidade de imaginar que cada um tem dentro de si, que com a ajuda do dom da palavra no momento exacto pode levar as crianças de hoje a serem adultos felizes e realizados amanhã.
Por Dina Florêncio, Educadora de Infância
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