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03 dezembro 2011

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O lanche escolar ideal para seu filho

Nutricionistas explicam o que não pode faltar na lancheira da criança – e quais são os produtos pouco indicados nas prateleiras
Lanche Indicado



Lanche não Indicado


Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma dieta saudável passa por cinco pontos: amamentar o bebê durante os seis primeiros meses de vida, comer alimentos variados, ingerir muitos vegetais e frutas, moderar na quantidade de gorduras e óleos e evitar sal e açúcar. Parece fácil, mas estes hábitos devem ser desenvolvidos desde a infância – de preferência, começando pelo que seu filho leva na lancheira.

O lanche escolar é uma refeição intermediária, que serve para dar energia à criança entre duas refeições principais. O ideal é que ele contenha uma porção de carboidratos, para fornecer energia; uma porção de lácteos, que tem proteínas; uma porção de frutas ou legumes, responsáveis pelas vitaminas, fibras e minerais; e uma bebida, para hidratação.Do outro lado, pães brancos, refrigerantes, salgadinhos – especialmente os fritos – e confeitos desequilibram a balança. Apesar de fornecerem energia, estes alimentos contêm pouco além das chamadas “calorias vazias”. “Nutricionalmente, eles são só sal e gordura”, alerta a nutricionista Rosana Perim, do Hospital do Coração, em São Paulo.

É claro que a maioria das crianças prefere abrir a lancheira e encontrar batatinhas fritas, chocolate e refrigerante. Já os pais gostariam que elas comessem um bolo integral, uma fruta e um suco. Para equilibrar essa equação, a nutricionista e consultora Cynthia Striebel, que há 14 anos desenvolve um projeto de educação alimentar escolar em Porto Alegre, sugere a negociação. “Seu filho quer levar algo não muito nutritivo? Eventualmente, isso não é um problema. Negocie com ele um dia da semana para este lanche e, nos outros dias, as frutas, cereais e o leite”, exemplifica.

Rosana Perim concorda. “Não precisa proibir o chocolate. Basta saber equilibrar”, diz ela. Outra dica é incluir as crianças no processo de comprar e preparar o lanche. Vale levá-las ao mercado ou à feira, explicar porque você escolhe aqueles alimentos e como aquilo vai fazer bem a elas.

Opções industrializadas

Nem todas as mães têm o tempo necessário para assar um bolinho integral ou preparar um suco natural para o lanche do filho antes de sair de casa pela manhã. Por isso, não se desespere se tiver de recorrer aos industrializados. Hoje, os supermercados oferecem opções razoavelmente saudáveis, basta saber escolhê-las.
No caso dos biscoitos, procure aqueles com as menores quantidades de gordura e de açúcar possíveis. Bolinhos com recheio e cobertura devem ser evitados, pois geralmente contêm gordura trans – vale observar também na tabela nutricional do alimento o índice de gordura vegetal hidrogenada; quanto mais elevado, pior.
 Escolha os sucos de caixinha sem adição de açúcar e lembre-se que achocolatados não são leite, são uma composição feita com soro de leite: prefira aqueles com menos sódio e menos açúcar e garanta que a criança beba leite de verdade em algum outro momento do dia.

Conservação

Não adianta ficar atenta para um cardápio equilibrado se ele não estiver bem conservado na hora do sinal. Lancheiras térmicas garantem conservação por duas a quatro horas, segundo fabricantes. Mesmo assim, é melhor evitar patês e embutidos que necessitem de refrigeração maior.

Cynthia dá uma dica final: colocar a caixinha de suco ou a garrafinha de água congelada na lancheira é uma opção para garantir um resfriamento extra. E não se esqueça de fiscalizar os cuidados do seu filho com o lanche. Se o que ele não consome pela manhã vira petisco para depois da aula de inglês, no fim da tarde, não há lancheira que aguente.
Clarissa Passos, iG São Paulo

 

 
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12 alimentos essenciais para seu filho

As nutricionistas Fernanda e Patrícia Faria, da Duo Nutri, elaboraram uma lista de alimentos e seus respectivos benefícios às crianças


Alface: A lactucina está no talo da planta e tem propriedade calmante e folato. A falta dele pode levar a depressão, confusão mental e cansaço.

Aveia: Tem altos níveis de triptofano, auxiliar do bom humor, e doses de selênio e vitamina B6, aliados no combate à ansiedade e depressão.

Arroz: Aumenta a síntese da serotonina, por ser fonte de carboidratos, e minimiza sintomas da depressão e da ansiedade. O arroz integral é melhor, por conter mais fibras e vitaminas.

Banana: Diminui a ansiedade e ajuda a garantir um sono tranquilo, por ser fonte de carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também possui vitamina B6, fundamental para o funcionamento do sistema nervoso central.

Carne vermelha: Boa fonte de niacina e de ferro. A falta da niacina pode causar sintomas de depressão. A do ferro deixa a criança apática, fraca e com dificuldade de concentração.

Castanha: Rica em triptofano e magnésio. Juntas, as substâncias auxiliam a produção de serotonina, neurotransmissor ligado ao bom humor.
Ovo: A gema é rica em colina, nutriente importante para a produção de acetilcolina, neurotransmissor atuante na formação e manutenção da memória. Além disso, proporciona sensação de bem-estar.

Espinafre: Contém ácido fólico, magnésio e vitaminas do complexo B capazes de ajudar a prevenir a depressão.

Grão de bico: Contém grande quantidade do aminoácido triptofano, que ajuda na produção de serotonina.

Laranja: Rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do complexo B, a laranja ajuda o sistema nervoso a funcionar adequadamente e previne o cansaço e o desânimo.
Leite e derivados: Contém vitaminas do complexo B, capazes de prevenir quadros de depressão.

Peixes: Fontes de ômega 3, vitamina B6, selênio e magnésio, importantes para prevenir ansiedade e depressão em crianças.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo



 

06 novembro 2011

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Meu filho bateu no amiguinho. E agora?

Especialistas ensinam como conduzir a situação e avaliar quando o comportamento agressivo está passando dos limites
O amiguinho foi tirar o brinquedo do Otávio, que como resposta, deu um tapa no colega de classe. A babá negou a chupeta à Mariana, que se vingou com uma mordida. Histórias como estas afligem cuidadores e rendem alguma choradeira entre os pequenos, mas são comuns no universo das crianças de um a dois anos. Ainda assim, poucos pais sabem conduzir a situação.

A pedagoga Marilene de Macedo Monteiro, diretora do Jardim Escola Esquilinho, na Vila Madalena, recebe crianças de um a cinco anos e conta que as respostas físicas são frequentes no início da primeira infância. “Sempre tem ao menos um em cada turminha que morde os demais”, conta. Marilene enxerga o ato como uma manifestação dos desejos ou da frustração, usado quando a criança ainda não domina o vocabulário e, logo, não conhece uma maneira melhor de se expressar.
Às vezes, a educadora observa uma brincadeira por trás da ação. “Em alguns casos de crianças que mordem, os pais ou outras pessoas da família brincam de dar mordidas de carinho, nos pezinhos, por exemplo, e a criança repete o comportamento com os colegas sem medir a força, mas sem intenção de machucar”.
Do lado dos pais, principalmente para aqueles de primeira viagem, sobram dúvidas ao ver ou ficar sabendo que o filho está batendo ou mordendo outras pessoas. A primeira preocupação é de a criança ser agressiva ou do ato ser um indício de que ela pode se tornar um adulto violento. Mas a psicóloga e psicoterapeuta antroposófica Adriana Venuto tranquiliza os mais preocupados.
Segundo ela, nessa faixa de idade não é possível rotular a criança de agressiva. “A criança de um a dois anos não domina a linguagem verbal e, nessa fase, muitas vezes já está em um contexto de vida que exige muita socialização”, diz. “Então as mordidas e tapas acabam acontecendo mesmo”.
Revidar, nunca


Mesmo sendo um comportamento típico da idade, não se pode ignorar o ato. Na escola, Marilene orienta as professoras a agirem antes sempre que possível, impedindo que a agressão aconteça. Para os pais consternados com a atitude dos filhos, costuma aconselhar a repreensão sem muito estardalhaço. “Sugiro que os pais falem firmemente que aquilo não pode, ou impeçam fisicamente que o tapa seja dado, mas de maneira breve”, recomenda.

“Se todo mundo da casa para o que está fazendo para prestar atenção na criança quando ela bate, aquilo vira uma forma muito eficiente de chamar a atenção”, alerta ela, completando que o recurso é muito usado por crianças cujos pais trabalham fora o dia todo. “Muitas mães que trabalham fora relatam esse comportamento dos filhos na presença delas, apesar de não agredirem ninguém na escola. É uma nítida maneira de chamar a atenção da mãe”, relata.Conduzir a situação de maneira eficaz pode parecer um desafio, mas, como quase tudo nesta fase, depende mais da persistência. Alguns pais preferem dar um tapinha de volta, para a criança perceber o quanto aquilo é desagradável. Outros ainda preferem ignorar. Para Marilene, ambas as respostas são um erro.

“Quando o pai ou a mãe bate de volta está reforçando a agressão como linguagem. E ignorar quer dizer que aquilo é aceito”, analisa ela. Para a terapeuta Adriana, além de reagir somente de forma verbal, os pais devem conter a intensidade da bronca. “Cabe aos pais transmitir que aquele comportamento é inaceitável, mas a intervenção deve ser amorosa. Dessa forma a criança percebe os limites, mas também o interesse por ela”, diz.
A hora de se preocupar


Segundo as especialistas, casos pontuais de tapinhas e mordidas, quando bem conduzidos, não persistem por muito tempo, nem devem ser motivo de grandes preocupações. Mas a manifestação de um comportamento agressivo prolongado, especialmente próximo à faixa entre dois e três anos, merece maior atenção.

“Nessa fase a criança já sabe falar e se expressar de outras formas, além de ter mais noção do outro. Se seguir agredindo na escola ou em casa, os pais devem observar melhor”, sugere Adriana. Para a terapeuta, agressões repetidas nesta fase também podem representar algum pedido de ajuda da criança.

É importante saber contextualizar o comportamento. Mudança de escola, perda de algum ente querido e a chegada de um irmão podem ocasionar esse tipo de ação.

No entanto, se não há uma razão circunstancial, é hora dos pais fazerem uma análise da vida em família. “Eles devem se perguntar se têm sido muito permissivos ou muito rígidos, se são indiferentes e se a criança tem espaço na casa para se sentir acolhida”, explica Adriana. “Uma criança nessa faixa precisa de um ninho sustentável que possa acolhê-la e ensinar limites. Filhos que podem se desenvolver contando com isso dificilmente vão apresentar um comportamento agressivo fora do normal”, conclui.
fonte:Marina Fuentes, especial para o iG São Paulo







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Ganhei selinho

Olha que amor foi a Karla que deu


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